No Contexto Íntimo << voltar
autor: Henrique Karroiz | publicação: 21/05/2002
mensagem: No Contexto Íntimo

Alinhando personalidade atual e exemplificações de produtos angariados em pretérito, formamos uma estrutura complexa e, ao mesmo tempo, determinada por uma vontade própria e capacidade de escolha, em quaisquer que sejam as vivenciações. Assim, retemos, delineamos e distendemos o que existe em nosso contexto íntimo, em variações inúmeras e em perspectivas que estarão em relação ao nosso patamar evolutivo e as nossas percepções. Desta maneira, iniciemos algumas arguições a nós mesmos, tentando tirar a máscara das conveniências e colocando-nos, mais verdadeiramente, como somos como almas pensantes e sensitivas.

Quais os sentimentos que detêm durante todo o dia, de modo geral? Serão suaves ou já iniciam e terminam seus dias mal humorados, implicando com tudo e somente vendo o que lhes apraz, num preenchimento egoísta e unilateral? Pensem como é seu proceder diário e os sentimentos que exalam, principalmente, se são diversos e sem um equilíbrio básico a lhes sustentar num bem estar íntimo.

Quem os abastece em amor? Existe este abastecimento? Quero dizer amor de amplitude irmã, pessoal e familiar, não só o amor paixão que buscam num relacionamento, que hoje em dia se traduz por sexo a complementar, artificialmente, o viver das almas. Sexo não é amor, poderá, sim, ser uma consequência de um sentimento íntimo, puro e desprendido, mas somente a sexualidade externada não irá complementar ninguém e poderia dizer mesmo que é “propaganda ilusória e enganosa” do sentimento maior que rege o Universo, que é o AMOR.

Quem os impulsiona a viver na busca pelo crescimento material? O impulso é próprio ou movido por outros que exigem que se preste a um crescimento material oneroso e excessivo?

Quem os estimula ao crescimento espiritual, de si mesmos? Já pensaram neste tipo de crescimento? Sim, um crescimento como ser, como ente eterno e como criatura humana que precisa se melhorar para distender o melhor de si ao mundo e aos seres que lhes envolvem.

Já se colocaram em comparação aos sentimentos exemplificados pelo Mestre? Tentam visualizá-Lo ao lado de vocês, andando, lado a lado e participando se suas vidas? Como iria Ele ver e sentir seus pensamentos e atitudes?

Estes são questionamentos necessários a nós, a buscarmos uma situação íntima de maior conscientização dos pensamentos e das atitudes que tomamos; são pautas de ação de um verdadeiro cristão a procura de um elaborado trabalho íntimo. Pensem bastante sobre esta grande necessidade de lapidação íntima, pois foi para executar tarefas, provas e expiações que vieram, mais uma vez, à reencarnação, numa renovada oportunidade que não pode ser desperdiçada.

Qual a função que exercem, diariamente? Sim, funções dentro das diversas áreas profissionais, humanas e espirituais.

Qual o tipo de atividade que gostariam de exercer e que não conseguem efetivar?

Sabemos que todos exercem uma função, uma tarefa diária em campos diversos de trabalho. Mas, talvez, isto aconteça por força de uma posição social, um ritmo de vida imposto por necessidades ou mesmo uma escolha, não? Porém, existe sempre algum tipo de profissão ou trabalho que gostaríamos de executar, mas que não nos sobre tempo ou se encontra longe de nosso alcance físico, cultural ou material, não é verdade? Qual seria a atividade que gostariam de exercer e que se tornou um sonho para vocês?

Quando se olham no espelho, como se veem: tristes, esperançosos, acomodados? Observem bem e penetrem um pouco mais no seu íntimo. Fiquem de frente ao espelho, olhando, profundamente, para dentro de seus olhos e respondam a vocês mesmos o porquê destes sentimentos e posicionamentos, não omitindo nada, está bem?

Esta análise irá lhes trazer sob verdades. Uns tentarão fugir desta contemplação, outros sentirão a força dos sentimentos, alguns se sentirão atraídos pelo olhar e outros tantos conseguirão ver outra pessoa na expressão do olhar, que irá lhes exigir mais, recriminar ou mesmo questionar. Poucos conseguirão manter o olhar fixo nas pupilas e manterem-se presos, pois os reflexos serão, exatamente, de nós mesmos em olhar de corpo espiritual. Esta expressão do olhar é a verdadeira expressão do Espírito que se envolve, hoje, neste corpo de carne. Nós mesmos em integral vibração e expressão.

No contato íntimo, à noite, consigo próprios: oram, choram ou pensam no viver do momento? Respondam, francamente a vocês próprios.

Qual a finalidade da vida de cada um de vocês? Finalidades humanas e sentimentais. Não vejam somente os objetivos materiais a alcançar, embora estes, também, façam parte da vida de cada um, mas não poderão ser jamais os principais, pois existem valores maiores e que precisam ser mais bem delineados.

Como veem Jesus? Sim, o ser Jesus, o homem Jesus, o Espírito eterno que vive nos planos espirituais e que continua falando, andando, orientando e vibrando a todos este universo e a cada um de nós, todo o Seu amor e compreensão.

Como O idealizam, exatamente? Qual a imagem que lhes vem à mente? Espero que não seja do ser pregado na cruz, pois esta não é a imagem que precisa nos acompanhar. Ele vive, fala e nos orienta. Sim, orienta. Seus mensageiros e trabalhadores, para que possam continuar o trabalho que iniciou há mais de dois mil anos.

Sentem-se afastados Dele? Isto só acontecerá àqueles que se acharem autossuficientes em seu viver. Jesus foi e deverá continuar sendo a maior referencial às nossas vidas.Nós é que precisaremos nos aproximar de Suas vibrações, trazendo-nos a exercitar verdades, caridade, fé e compreensão, não é?

Se Ele estivesse diante de vocês, o que diriam? E o que pediriam? Pensem bem nesta pergunta, o que disserem ou pedirem medirá seu posicionamento espiritual e sua aceitação à vida atual ou não.

Julgam suas vontades de momento, as necessárias a compor suas vidas, não? Como se colocariam se vissem o quanto pedem e não merecem?

Analisem-se. Quais seus percentuais de merecimento? E de orientações e deveres? Fazem por onde merecer o que detêm? Conservam seus bens ou ao os obterem, querem mais e mais, além de suas possibilidades?

Precisamos aprender a valorizar o que temos e conquistamos, como, também, passar por cima das pequeninas coisas para atingir outras maiores. É natural o posicionamento das almas a fugir de suas impressões mais fortes, pois são elas que nos fazem sofrer, entretanto, serão elas que nos farão crescer.

Na vinculação das almas com algo mais profundo nos sentimos remetidos a terrenos perigosos e nos quais não temos a manipulação total, porque estaremos mais abertos a buscas e questionamentos íntimos, não é? Mas esta vinculação com Alguém que nos apoie é necessária e ansiamos por isto, e nestas circunstâncias a liberação dos comunicados mediúnicos se faz em maior constância a determinar, justamente, a origem das almas como filhas do Criador.

Bem, continuando neste colóquio e em tentativa de manuseios íntimos, retemos aspectos a serem enfocados e que precisam de cuidados e atenção, como a moral, o caráter e as viciações. Todas estas modulações da personalidade humana e espiritual devem ser revistas a cada tempo, mensuradas e analisadas.

Vejamos:

  1. Honestidade é a razão primordial de seu viver?
  2. Autenticidade é frequência de apresentação diária?
  3. Dever cumprido é avaliação ao final de cada dia?
  4. Atenção e correção no pensamento já se tornaram uma constante mental?

Bem, analisando a cada tempo nossas atuações, como agora, vamos reter uma imagem mais verdadeira de nós mesmos, porém vejamos o elementar:

  1. Abrigas, rancor ainda?
  2. Compartilhas ou vives isolado?
  3. Apresenta-se alinhado a direitos e também a deveres?
  4. Somas simplicidade e vivência abastada num só momento?
  5. Sabe o quanto precisas para compor o seu quadro emocional?
  6. Sente-se em correção de atitudes?
  7. O que ainda te falta ao caráter: firmeza e constância no proceder ou maleabilidade em aceitação das almas que se encontram em divergências de atuação?

Mesmo sabendo que ainda nos falta bastante para obtermos uma frequência certa no viver terreno, pois estamos num campo de viciações corporais e mentais, lhes pergunto:

  1. Qual o vício que querem dispensar de suas vidas?
  2. O que os levou a adquirir este vício?
  3. Se sabem que ele os poderá destruir, por que não resolvem destruí-lo como um verdadeiro e enfermiço inimigo?

A generosidade, com os elementos viciosos, lhes fragiliza e serão esses vícios que lhes acionarão os pontos negativos de suas almas, atraindo os semelhantes que se postarão ao seu lado trazendo a perniciosidade e a viscosidade a comporem auras e corpos espirituais.

Usar e abusar de elementos viciosos é não fugir de problemas, ter a corrupção em fluidos, é dizer a si mesmo: sou fraco, estou debilitado e tu és mais forte do que eu, mas, por favor, não me destrua! Isto, amigos, é triste, principalmente, porque vocês são almas pensantes e energizadas pelo Pai e os elementos viciosos são constantes mal manufaturadas em mundos de pequena grandeza espiritual. Estas manufaturas não dialogam com vocês, porém vocês dialogam com elas dando-lhes, força e valor maior do que o de vocês próprios.

Quem serão os responsáveis a lhes levar para o túmulo?

Naturalmente, ficarão prensados num contexto de fragilidade na dependência de elementos que a própria manufatura humana criou para se autodestruir, e nesta atuação conjunta - mente e elemento pernicioso - serão almas desencarnadas enfraquecidas que precisarão de várias outras encarnações para limpar a sujeira que vocês próprios permitem que se acumulem em vocês. Serão latões de sujeiras que precisavam receber as dádivas do Criador, porém estas dádivas são refugadas, havendo uma aceitação na corrupção de seus corpos e almas com lixo pernicioso que não os embeleza diante do Pai.

É lógico que este lixo está diluído em vocês em percentuais variados, mas não deixa de ser lixo, poluição que traz doenças e enfermidades por séculos. Observem todos os itens que enfocamos e vejam se vocês se sentem prontos, principalmente, os médiuns, prontos e limpos a receber as doações do Pai, quando pedem e imploram por algo.

Observemos, amigos, o nosso íntimo e guardemos estas colocações de momento para análises futuras, a compararmos se crescemos ou se estamos estagnados por causa do entulho que nós mesmos ajudamos a acumular a cada vida.

Vamos nos dar oportunidades maiores, limpar as viscosidades da maledicência, da falta de percepção do veículo terreno, do desrespeito humano e vivencial, do desamor, do orgulho, da vaidade e da falta de uma busca em direção ao poder maior.

Que a avaliação de nós mesmos possa ser constante, a nos beneficiar a crescer sob uma frequência certa e auspiciada por nosso Pai.

Henrique Karroiz
Mensagem psicografada por Angela Coutinho em 21 de maio de 2002, Petrópolis, RJ.

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