As Ricas Avaliações << voltar
autor: Emmanuel | publicação: 07/11/2003
artigo: As Ricas Avaliações

Avaliações, proporções exatas ou distorcidas que de­penderão de nossas percep­ções, adestramento intelectu­al, possibilidades de distendi­mento, objetivos e interesses.

Avaliações, propostas difíceis a todos nós por ainda não estarmos em vivas con­dições de amplitudes percep­tivas, as quais precisarão de muita penetrabilidade, experi­ência e vivenciações em mol­des mais profundos e sérios.

Ricas avaliações só serão completas e perfeitas depois que nós mesmos, almas ainda em percursos de moldagens, nos permitirmos ser manuseados por uma série de valores, sentimentos e objetivos.

Avaliar é uma palavra verbalizada muito facilmente hoje, porque, mesmo sem ter­mos condições de diagnósti­cos a cerca do material ou espiritual, ousamos receitar, medir, dispor ou discorrer sob almas ou situações, contextos e conceitos, não nos permitindo uma visão aprofundada e lenta, não é verdade?

Incluindo­nos na grande massa de almas ainda sob obscuras luzes, e por isso mesmo sem uma amplitude ­perceptiva em todos os setores e condicionamentos que ­envolvem as naturezas e todas as criações, jamais poderemos tentar avaliar algo.

Nossas avaliações, meus irmãos, se limitarão a uma ótica própria, íntima, e o que retemos nesta ótica perceptiva ou mesmo raciocinada? Quais nossas vivências, quais os li­mites retidos por nosso Espírito, se as manchas do preté­rito ainda se externam em ­nossos corpos e emoções, demonstrando as divergências de comportamento, as indiferenças desabridas, o amonto­ado de negativas em valores, a excrescência de sentimentos distorcidos ou mesmo as retenções que ainda externamos na obscuridade de vários campos de nossa estrutu­ra fluídico­energética?

Como ousar criticar e muito mais avaliar, se as pautas em que nos trazemos estão muito mal estudadas por uma maior falta de percepção, vontade e indiferença?

Como partir a concluir dentro de um pequeno quadro de constatadas avaliações que, também, estão distorcidas por não sabermos, nós mesmos, nos avaliar?

Estas colocações que lhes apontamos são verdadeiras, e será preciso que recordemos que nem mesmo gostamos que nos mostrem defeitos ou im­possibilidades, mazelas ou negligências, por nós mes­mos não concordarmos que assim nos distendemos. Por­tanto, enquanto não souber­mos, realmente, fazer, a nós mesmos, avaliações certas e reais, jamais poderemos apreciar alguém em suas pro­fundezas, avaliando o que nem sequer penetramos.

Irmãos, ricas avaliações poderão ser feitas dentro de aspectos vivenciados por nós mesmos, mas, em primeiro lu­gar, sabendo penetrar neste Espírito que se esconde na capa carnal e que se burla a uma introspecção mais profun­da, por temer, justamente, o confronto entre o que busca e o que, à visão terrena, perce­be, e, talvez, queira vivenciar.

Desta forma, mesmo que tenhamos ímpetos de querer avaliar e fornecer \"ricos detalhes\" sobre alguém ou alguma coisa, sejamos humildes o suficiente a reconhecer nossa pequena capacidade de discerni­mento, a qual ainda se cons­trange nos limites das cinco percepções e nas rasuras de nossa pouca intelectualidade.

O grande sábio e pensa­dor não se lança a avaliar, e sim, a aprender com as constatações que se explo­dem em atitudes espontâne­as, porém tirando para ele o aproveitamento diante das atitudes, pensamentos e co­locações de almas irmãs.

O grande sábio não julga, permite julgar, e participa das auto­avaliações constantes e diárias das almas, pois elas mesmas irão, pouco a pouco, se avaliando nas diferentes pau­tas conclusivas do seu viver.


Angela Coutinho

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