A Firmeza de Uma Guerreira << voltar
autor: Jehanne D´Arc | publicação: 03/09/2018
artigo: A Firmeza de Uma Guerreira

“Depoimento do espírito Jehanne D´Arc em reunião de tratamento espiritual, quando lidava com irmãos de sua época, ainda lhe perseguindo e, ao mesmo tempo ela tendo oportunidade de doutriná-lo e dissipar os tantos desentendimentos do passado."

Boa noite, irmãos, tudo que vocês assistem, estas aproximações espirituais impondo-se a mim com envolvimentos de ódio e chamativas tristes é uma verdade. É a verdade de cada um de nós, dos que não conseguem sair de um processo de vida mais rígido de culpa.

Estas verdades nos calcam tanto que pedimos sempre o retorno, o retorno para um ressarcimento, difícil, mas necessário a todos nós.

Não existe tristeza, são situações que observamos e que lamentamos. Convivo com esse tipo de tribulação há muitos e muitos anos, porque a culpa envolve todos aqueles que naquela época me fizeram subir à fogueira, e não foram poucos, posso dizer que mais de trezentos homens na totalidade, abrangendo França, Inglaterra, Escócia e vários outros lugares.

Eu não sinto tristeza, apenas vejo que o mundo custa muito a seguir Jesus e eu faria tudo novamente, se tivesse que fazer, porque sabia que Ele estava comigo, porque eu estou com Ele sempre, aqui, dentro de mim.

Quero dizer a vocês: - Façam tudo que puderem na vida. Ajudem a todos, sacrifiquem-se, não esperem que ninguém se sacrifique por vocês, sacrifiquem-se sempre em primeiro lugar.

Doem-se, de todas as maneiras, porque a paz que levamos ninguém nos vai tirar. É algo que trabalhamos por nós.

Não foi só na vida de Jehanne que sofri dessa maneira. Em outras tantas, também tendo a meu lado Henrique, este companheiro de ideal e de amplas virtudes. Todos os sacrifícios são válidos, pois nos trazem a paz, a consciência do dever cumprido, a plenitude de termos seguido a mensagem do Mestre.

Quando se fica com dúvida é porque achamos que poderíamos ter feito mais, embora, às vezes, não houvesse possibilidade, porque as circunstâncias não permitiram. Foi isso o que aconteceu.

Não prometamos, no plano carnal, algo que não sabemos se iremos continuar no plano espiritual. A amizade, sim, continua, quando é verdadeira e o amor também.

O remorso funciona como um imã e é por isso que os irmãos que me perseguiram e torturaram têm vindo, aqui, neste Casa atrás de mim. Tudo passou e as muitas provas precisam ser ultrapassadas a nos trazerem paz à consciência.

Lutei pela minha fé, na integridade em que fui criada, querendo tirar o povo do chicote dos dogmas, da inferioridade, do despotismo de dirigentes religiosos. Vocês fariam a mesma coisa. Naquela época, talvez, muitos não entenderam como eu, lá no meio de uma cidade tão pequena, tão sem cultura, sem saber escrever nem ler, como fui chamada a executar um papel tão difícil e distante de meu posicionamento humano como menina ingênua do campo, não é? Mas eu também estava em prova, dando meu depoimento de fiel escudeira do Mestre Nazareno.

O povo não se atreveu a ir contra a Igreja, porque iria sofrer, então, todos recuaram naquele momento. deixando-me só.

Posso ser franca com vocês? Não entendo porque tanta ênfase em colocarem a minha imagem em tantos lugares, quando vocês têm, na história, criaturas que tiveram trabalhos muito mais relevantes. Por que Jehanne? Por quê?

Acho que afrontei pela coragem e fé, por ter a mediunidade a me favorecer estabelecer os contatos com meus orientadores espirituais. E, amigos, como sempre o medo de perder o poder derruba as criaturas quando o bem não é manipulado por elas.

Quero deixar algo para vocês pensarem: - Por que todas estas criaturas, do mundo carnal de vários países, estão colocando Jehanne nas praças? Quem serão estas almas? Será que são as mesmas que me fizeram mal?

Que estas imagens sirvam de força, de ajuda a impulsionar as movimentações para realização de benefícios às comunidades!

Vejo as mulheres de hoje guerreiras. Sejam e continuem guerreiras no seu campo espiritual e nas lutas de campo terreno, tanto em relação à materialidade que lhes tange, como ao que lhes compõem intimamente.

Não vim para fazer vocês chorarem, e, sim, para partilhar momentos, ajudando aos trabalhadores espirituais e a todos vocês a prosseguirem firmes em suas caminhadas. Na verdade, quando irmãos fortes e poderosos no viver carnal olham para uma mulher ou para uma menina acham que não somos capazes de nada, apenas frágeis e volúveis, não é? Isso foi o que calcou mais cada um dos irmãos que me impuseram tantos sofrimentos, a culpa, o remorso imenso em que se trazem e com os quais não conseguem conviver.

Eu sou forte? Sou. Luto? Bastante! Vou continuar a lutar? Vou.

Estou com vocês aqui nesse trabalho? Estou. E estamos vencendo, vamos vencer! Vocês vão vencer, mas cada um em seus objetivos. Lutem pelos seus objetivos, lutem pelo seu crescimento espiritual e humano.

Tenham fé, tragam Jesus junto a vocês. Ele não nos abandona nunca, nem aos Seus trabalhadores e mensageiros. Nunca.

Vocês estão nas mãos deste irmão que lhes orienta, embora não possa falar mais nada dele, porque me proíbe, mas é alguém que sempre teve um papel efetivo na Doutrina Cristã.

Vamos em frente, amigos! Se essa Terra, hoje, não lhes agrada em constituição ética e moral..., acho que deixei o lado da camponesa, e estou voltando para o meu lado de guerreira...,se essa terra não lhes oferece uma condição de vida, de humanidade, de direito, que não gostam, lutem para transformar esse campo humano em um campo fértil de luz, levantando sempre uma bandeira de paz, de solidariedade, de compreensão, não julgando ninguém pelos atos, mas buscando, em cada um deles, aquilo que de melhor existe. Sejam sempre exemplo de dignidade humana e espiritual.

Aliem-se a mim, podem pensar em mim. Não sou Jesus, longe de mim, mas numa coisa podem aliar-se a mim: na força para lutar em todos os pormenores da sua vida, porque quando viemos à encarnação, pedimos algo e eu, certamente, pedi. Sabem por quê? Porque precisava dar uma prova a Jesus de arrependimento, eu precisava disso!

Vocês vieram para provar algo a vocês. Não deixem passar esse momento! Provem que podem fazer o melhor em relação a todos. Façam o melhor pela sua família terrena, por esta sociedade que ainda está impura e que precisa muito do desvelo, não só de uma mãe, de uma amiga, de uma irmã, mas o desvelo de uma guerreira que vai lutar pelo seu país, pela sua Terra, a fazer com que esse chão seja pisado por todos com mais honestidade e cumprimento dos deveres.

Se eu amo e amei a França, hoje amo este país e lutaria por ele aqui, como estou lutando! Lutem por esse país, mas na verdade acho que, essa Terra, precisava que fossem mais lutadores, fossem pacíficos como são, mas firmes.

Não deixem que mãos inóspitas e poluídas tomem conta deste campo, porque é um campo fértil e Jesus espera muito de todos que aqui estão.

Lutem por essa Terra! Levem seus filhos a terem regras de patriotismo, de dignidade, de ética, de moral, ensinem a eles o que for de melhor. Se quiserem colocar o meu exemplo, coloquem, mas não numa luta armada e, sim, numa luta de valores. Valores que têm de prevalecer nesse mundo e nesse campo, principalmente, para que possamos erguer, neste chão, a bandeira de paz que sempre levei. Entretanto, acho que precisam erguê-la com mais força.

Essa Terra vale pela luta de vocês! Trabalhem por ela, lutem por ela, lutem por vocês, façam o melhor, não desistam nunca, trabalhem o seu íntimo, pois levamos aquilo que construímos dentro de nós e digo que vale a pena qualquer esforço para que vivam felizes e em paz.

Deus abençoe cada um! Que Maria seja sempre aquela Mãe ao seu lado e que nosso Mestre, Mestre de todos nós, esteja guardado aqui no peito, junto ao relógio que nos possibilita o viver, o coração!

Fiquem em paz!  Boa noite.

Jehanne D´Arc
Mensagem psicofonada por Angela Coutinho em reunião doutrinária em 1 de junho de 2015, Petrópolis, RJ.

 

Busca Por Texto
Arquivo