Amor, Eterno Amor << voltar
autor: não informado | publicação: 01/01/2018
artigo: Amor, Eterno Amor

Nem os poetas, nem os prosadores, nem as articulações sexuais no meio do povo ou nas ruas.

O amor é algo que se demonstra, intimamente, entre dois seres que se conhecem, que conversam, que dialogam, que trocam os seus ideais e os seus objetivos, que se tocam, espiritualmente! Sabem como se amam as criaturas em planos espirituais superiores? Com um abraço! Chacras com chacras. Energia com energia. Esse é o amor, uma transmissão de energia que é a prova real da elevação espiritual.

Então, vemos todos quererem falar de amor, todos precisarem do amor, mas não saberem dar o amor... Não sabem...

O amor é despojamento, é calmo, é lúcido, é compreensivo. O amor é solicitação, é atendimento, é renúncia, é liberdade. É ajuste de almas, é paciência, é usar o vernáculo certo na hora certa, sem adular. Você não precisa adular ninguém, você não precisa dar presentes para mostrar que ama. Que vocês dois se presenteiem com atitudes, sentimentos e sensações.

Quando vemos todos querendo falar de amor, percebemos que é muito fácil a todos falar, mas mais difícil é manter esse sentimento. Difícil manter por vidas e vidas. Será que conseguiriam sustentar o verdadeiro amor por várias vidas?

Essa sustentação é difícil, porque o amor abre o nosso coração, ele abre a nossa alma! Há uma aceitação! Você tem que aceitar o ser como ele é e não tentar modificá-lo, não exigir, não pedir compensações. Não, é aceitar como ele é. É respeitá-lo e ele respeitar você!

Isso é amar! Isso é ultrapassar a barreira dos sentidos e se amar só em se olhar! Amarem-se é passar as palavras íntimas pelo olhar. A captação é espiritual, não é carnal. Isso é amar. Será que manteriam isso por vidas e vidas?

O amor é um sentimento que estabelece harmonia, desprendimento, atuações generosas, cumplicidade e doações. Saber amar é conquistar em você mesmo as belezas mais amplas na aceitação às almas amadas, sejam elas mais perfeitas ou belas ou as que nos trazem sob palcos de tristezas ou dificuldades. Não importa. Amemos, integralmente, qualquer alma que esteja a nosso lado, principalmente, porque todas estão em entrelaçamentos cármicos e precisando de aceitação e amor.

Convivemos com várias criaturas e, no percurso das existências, vamos delinear as afinidades entre as almas. Nesse constante delineamento, iremos definir aquelas mais afins, as que sentimos a reciprocidade. Não precisa ser homem ou mulher, serão almas afins, até que uma hora sentirá aquela dualidade, com um envolvimento tal, que bastará a presença do ser para que se sintam felizes!

As almas se conjugam, participam das vidas, trocam de papéis, elevam-se, harmonizam-se, conjugam as intenções e os objetivos. Isso é amar. Foge, inteiramente, deste amor “fulano ama agora não sei quem”, “fulano agora mudou de amor”. Isso não existe. É um jogo de interesses, é disputa de poder, beleza, fama e status, não é?

O amor das almas afins, em trabalhos variados, é realizado por vidas e vidas, em sofrimentos e felicidades, em contextos e estruturas variadas.

É assim que precisamos aprender a viver, tocarmo-nos com carinho. Não precisamos falar palavras bonitas, apenas sejamos bonitos e bons. O mundo precisa estabelecer um ritmo de mais amor, aceitando as criaturas como são, aprendendo a lidar com as diferenças e amando a todas sem avaliar, discriminar, amando-as como almas que estão numa mesma caminhada evolutiva.

Amemos sem muitas palavras, sem muitos floreios!

Sabemos que os poetas e prosadores floreiam muito, mas será que eles são felizes com essas falas? Não creio. Muitos que escrevem são infelizes, idealistas, apenas. Por quê? Porque escrevem e não vivenciam, porque não têm amor ou não sabem amar.

Não precisamos falar, exemplifiquemos!


(Autor não informado)

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